terça-feira, 3 de abril de 2012

montana,

abri os olhos desesperado: acordei me enxergando, que bizarrice humana é se enxergar logo quando se acorda. Primeiro um pé no chão, não me importava se direito ou esquerdo, rapidamente o outro, e logo o frio do meu piso me contagia, me jogo no chão, corpo nu ao chão, movimentos circulares, aleatórios, quero ver o frio me pegar.
Dois minutos de choque corporal, guerra de bunda, costas, pernas.
O silêncio chega, inunda meu quadrado vazio, não consigo falar, pensar, respirar. Deixo a lembrança me levar. Volto para uma outra noite, vivo tudo de novo de uma outra forma, tudo sendo, como nunca foi. Pelado me encontro no meu quarto, um mapa de lembranças no meu corpo, pontos azuis, marrons, vermelhos. Ligações estrangeiras. Meu óculos fica na mesa, não preciso dele agora. Quero enxergar com os meus olhos, aqueles que me foi dado. Se eles tem deficiência não é por acaso. Preciso aceitá-los.

preparo minha cafeína matinal e ascendo meu tabaco nicotinado para uma vírgula no meu dia.

2 comentários:

A Noiva Cadáver disse...

Muito bom seu texto

joko kusnanto disse...

Saudações, eu tanto admiro a sua consciência, de expressão muito natural ... nice!

Eles