quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ao pôr do sol que se aproxima.

Já não sei mais em que estação do ano me encontro.

Ontem, por exemplo, fez calor, as pessoas andavam na rua sorrindo e assobiando, verão? Meu corpo é outro corpo, sem minha alma. Alegria não vêm somente com calor.

Também cai folhas da árvore, anunciado despedidas, outono? A vida é cheia de presepadas, joguinhos, par ou ímpar. Da minha natureza faz parte sentir. Senitr o novo, sentir o que ainda não fora sentido. Sentir as inúmeras almas.

Hoje quando saí pela rua, fazia um frio. Tudo estava congelado, inclusive minha vida, inverno? As pessoas hoje me olharam estranhamente. Eu? - As olhei loucamente.

A dor mais profunda neste momento de escritos é a angústia. A angústia de não saber mais escrever.

Se escrevo não é porque eu quero me sentir cult, ou superior. Preencho minha folha de letras e palavras porque é assim que eu consumo minha alma. E toda alma deve ser consumida até ela renovar- se. E eu peguei alma boa, daquelas tipo leite, longa vida, sabe?

Mas hoje, as dezessete e vinte e cinco, as flores vieram anunciar tua presença, elas contaram- me o quanto de felicidade me espera, primavera? Então me abrace como nunca abraçou um travesseiro, me abrace com o calor do aquecimento global. Me abrace, pois quero agradecer- te, e sorrir- te.

2 comentários:

Arthur A. Melo. disse...

Bacana,
relacionar estações com emoções.
http://www.arthurmelo92.blogspot.com/

Dayane. disse...

"Preencho minha folha de letras e palavras porque é assim que eu consumo minha alma."

muito bom.

"Eis um singelo depósito de sentimentos ruins, assim como boas lembranças. De dedicatórias românticas, à conflitos sutis. De desabafos ridículos, à cultivo de flores, palavras que estão eternizadas na alma." - É ASSIM QUE EU CONSUMO MINHA ALMA!!!

um beijo.

Eles