sexta-feira, 7 de novembro de 2008

sete horas

E ela me olhou, como todos os dias ela faz,
já nem me deixa sem graça,
agora até consigo me concentrar em meu livro,
mas as risadas não consigo evitar.
Ela ri também, não entendo,
é como voar em ambientes fechados,
é como me prender sem pedir um resgate,
eu só queria saber seu nome, e suas preucupações,
e contar as minhas, minhas confusões.
Mas todo dia nossas visões tem um assunto novo,
preucupações novas, sentimentos únicos,
eles criam perspectivas, falsas ou não,
eles contam as novidades, fala sobre contos,
sobre crônicas, sobre o jornal, ou até mesmo de comida,
mas nem seu nome eu aprendi ainda,
é uma amizade simplória demais,
uma amizade falsa demais,
uma história difícil de se creer,
nem precisa de diálogo,
foi só de ver que parecia que me tirou do buraco,
e pra ela o mesmo,
aquele lugar não sufocava mais,
aquele lugar existia agora só para conversas,
para nossa amizade,
amizade de olhar.

3 comentários:

Arlequim disse...

É sempre tão lindo aqui.
Sempre baboo. rs
Beijos

GaBe disse...

uui que liindo*---*
tão PURO!(:

Karine disse...

muito lindo! @.@

Eles