azul, preto, o cinza.
nem quarenta e dois, nem um.
não existe numeração para um poder pisar,
me perco em ferro, madeira, pó.
não tenho preocupação de cabeça,
não faço por existir.
ontem eu existi, amanhã eu chorei.
a canção das flores se perdeu no meu presente,
e tudo que eu olhei, hoje está congelado, frio.
maçã apodrece em meu tato,
e tudo o que me sobra é sono.
