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terça-feira, 3 de abril de 2012

montana,

abri os olhos desesperado: acordei me enxergando, que bizarrice humana é se enxergar logo quando se acorda. Primeiro um pé no chão, não me importava se direito ou esquerdo, rapidamente o outro, e logo o frio do meu piso me contagia, me jogo no chão, corpo nu ao chão, movimentos circulares, aleatórios, quero ver o frio me pegar.
Dois minutos de choque corporal, guerra de bunda, costas, pernas.
O silêncio chega, inunda meu quadrado vazio, não consigo falar, pensar, respirar. Deixo a lembrança me levar. Volto para uma outra noite, vivo tudo de novo de uma outra forma, tudo sendo, como nunca foi. Pelado me encontro no meu quarto, um mapa de lembranças no meu corpo, pontos azuis, marrons, vermelhos. Ligações estrangeiras. Meu óculos fica na mesa, não preciso dele agora. Quero enxergar com os meus olhos, aqueles que me foi dado. Se eles tem deficiência não é por acaso. Preciso aceitá-los.

preparo minha cafeína matinal e ascendo meu tabaco nicotinado para uma vírgula no meu dia.

domingo, 4 de setembro de 2011

(...)

.. o calor de nossos corpos, juntos, como se fosse a primeira vez, o seu coração batendo em cima do meu, o meu coração se chocando com o seu, minha pele que nunca acreditou em outras peles ficou toda sem jeito, reconhecendo a sua, desejando sua pele desconhecida-familiar. Toda aquela orgia de corpos virgens, dois minotauros em cima de um tablado sem cor, pintando as quatro paredes como um céu de setembro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

#F_

(...) depois de tantas horas, dias, semanas, eu que achei que não iria me importar com pessoas, passo a primeira noite de um setembro olhando para dois visores, tentando te achar, tento conversar comigo mesmo, mas só angústias, um buraco enorme e desconhecido. Você tá aqui? Tá comigo? Não sei, não sei, não sei. A vida é pura incerteza e se a água derrama pelo vale, é porque o rio quer nutrir todo o seu entorno. Ele quer árvores e flores e um céu magnífico para setembro, outubro, novembro e dezembro, este, que é o mês do novo ciclo. Não só meu, como de toda a natureza selvagem.

água do outro lado, água por aqui. Tabaco, tabaco. Ausência-água-tabaco. Uma noite de um começo de incertezas. Uma ousadia sem tamanho a medir.

sábado, 28 de maio de 2011

#paulistanopaulista

hoje um poema me fez emocionar.
Sem dor.
Não chorei,
apenas emocionei.

Cigarro, multidão, poesia.
As pernas pra lá e pra cá,
em cima, embaixo em mim.

hoje um poema me roubou.
Sequestrou- me, tocou- me
com uma delicadeza de jardineiro;
como uma folha que já chorou.

Outono.

sábado, 12 de março de 2011

#09:37

nesta manhã ao acordar, abrir a janela e ver o sol renascendo, chorei. Sem explicação. O ato no sense matinal. Sentimento que nunca me pertenceu, e que agora invade minha íris, dilata minha pupila, corrói minhas artérias chegando lentamente na coluna vertebral. A coluna que é só minha. Chorei. Lágrimas azuis, verdes, cor de vinho.

Isso NÃO VEM DE MIM. Vem de fora, do horizonte da cidade, do vertical dos esqueletos dos arranha- céus. Não é meu essa merda de sentimento. Secaram as almas, as energias, a cidade, as lágrimas. Não chorei. Deitei. Deitei sem saber quem era este ou isto. Deitei sem perceber. Sem me perceber.

terça-feira, 8 de março de 2011

21:18

me embebedei.

não tinha mais o que fazer. os remédios já tinha tomados todos no verão do ano anterior, nenhum efeito que me tirasse desse mundo.

estava perdido, 3:57, carnaval, bêbado, silencioso, sacada, garrafas vazias. Nada que mudasse minha concepção de mar. Eu não sabia para onde olhar: mar, pessoas, carros, navios, nuvens, escuridão. Chorar não é remédio; beber tabém não. Mas adiantava.

não estava perdido. Estou. Sou o caminho sem destino, sou o caminhão sem freio, sou o mar sem fim. Fotografei tudo que poderia ser explicado como meu campo de visão. Não para ser lembrado, não para ser vislumbrado, queria poder olhar. Somente olhar, quando eu bem quiser. E é isso que tenho feito. Que fiz. Ainda estou bêbado. Com fotografias na mão. Não consigo ficar em pé. Ainda bem. Só quem sente o chão sabe o quanto ele é frio e duro. Garrafas vazias. Outras pela metade. Vou continuar a noite sem expectativas. Tudo me cansa. Vocês, eles, nós.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

-

conheço- me no lado mais estranho da vida, nas entrelinhas dos acontecimentos. e isso não me abala como esperava. as coisas se tornam óbvias depois de tanta dor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

22:33

Mas agora é esse vazio que me sufoca. Escolha? Minha? Sua? Nossa? Dos outros? Dos seus outros? Dos meus outros? Não quero saber.
Agora entro numa fase de extorquir. Extorquir- se. Extorquir- me. E todas suas variações.

Sangue, veneno, dor, amor.
Já dizia a parede da balada: tece dor.



Extorquir: v.t. (...). Exigir de uma pessoa mais do que aquilo a que ela é obrigada.

domingo, 8 de agosto de 2010

gosto e ponto. não é só isso que me satisfaz, mas é isso que me completa de certo modo.


deste ringue eu só saio na maca.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

se ao menos eu fosse tangível, seguraria onde há carne e espírito, e não cairia de tal forma que meu corpo se perdesse da alma.

domingo, 13 de junho de 2010

##

Eu só precisava encontrar um equilíbrio naquela casa que já foi palco de um filme cheio de pré e adolescentes, imune a vida, ou que se sentiam tão imune que não calculavam o peso de seus dedos sobre o ar da nova estação. Eu tinha meu equilíbrio no quarto do lado, mas eu não sabia como utilizar: se bastava abrir, ou se consumia ao máximo. Não sabia se dizia olá ou simplesmente abaixava a cabeça e entrava sobre seu-meu domínio. Eu era tão frágil naquela escuridão, que minhas forças foram atividas pelo sei la o que, e, foi dominando minha alma e meu físico, trazendo a linha de meus olhos o que eu precisava ser. Alguém que sente, mas que deixou de brincar. Nunca fui um ser forte. Não serei. Mas terei momentos de força como as noites psicodélicas do fruto da orgia noturna.

domingo, 16 de maio de 2010

cansei de encontrar corações desacelerados.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dizem que amor, paixão, compaixão faz tão bem a alma, mas não entendo, eu sempre sinto dor. Muita dor (não leia tão alto). Talvez eu nunca amei.




mas a esperança resiste em algum lugar do meu corpo.

domingo, 18 de abril de 2010

pelo menos você, coração, poderia falar e não só sentir.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FORC(Ç)A DA VIDA


domingo, 28 de fevereiro de 2010

#

meu céu agora sorri,
e flutua.
meu corpo se reconhece,
se modifica e todos sentem tal mutação.
até eles.

só queria gritar,
mostrar e desabafar
para aqueles que tanto me amam;
mas que não sei,
não me entendem. (ou me entendem)

meu quintal está incrivelmente molhado,
dessa chuva que vale à ouro,
deste sentimento único e quilométrico.
essa água é de batismo, é minha;
essa chuva me pertence. (Nossa)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

me peguei pensando na cor de seu cabelo e no timbre de sua voz, agora tento encontrar a densidade de sua pele e o calor de seus ossos principais e de sua veia, por onde corre, acelera e pula o sangue que eu desejo só pra mim. (alegria)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

e se lembrasse ao menos do meu nome quando dorme, eu já ficaria contente

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Será que daqui você consegue me ouvir daí?

Será que seu azul também quer sair?

Será que eu me perdi e não quero mais fugir?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

estranho, mas ainda continuo bem.


(não sou de largar as coisas do nada)

Eles