quinta-feira, 28 de agosto de 2008



Sai correndo,
subindo escadas,
não da forma mais convencional,
ainda sangra,
sangra de ódio,
sangra de amor,
mas é puro, é sangue,
não achei que levava tão a sério,
sua dor é inevitável,
ela não quer só chamar atenção,
ela quer dizer,
colocar seu ponto de vista no lugar,
mostrar que sua sensibilidade não é vulgar,
não quer impressionar alguém que ama,
alguém que admira,
só quer lhe contar,
das suas aventuras selvagens,
de sua precoce vida,
de vidas murchas,
de convivio anormal,
ela quer ser livre,
não suporta mais a censura,
nem aqueles que a criminam por tentar,
ela quer a liberdade,
a possibilidade de tentar de novo,
de errar, de concertar,
de enxergar.
Ela não tem só lindas pernas que flutuam na rua,
nem belos peitos que chamam atenção,
ela tem alma,
e é essa que ela acredita,
e que tenta mostrar, mas que nunca é admirado,
não por insuficiência,
mas sim por ignorância.
Ela quer conhecer, mas quer ser conhecida,
ela tenta,
ela tenta,
ela ouve,
ela ouve,
não crie impressões,
não crie soluções,
é só ela que pode resolver,
ligar o chuveiro na estação mais fria,
e esperar o sangue terminar de escorrer.

Um comentário:

Diego Sierra disse...

valeu pelo comentário.
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abs!

Eles